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Depois do Outubro Rosa e do Novembro Azul: o genocídio da Consciência Negra

Passou-se quase um mês da chacina ocorrida em Belém na madrugada de 5 de novembro, na qual foram divulgadas 11 mortes. Naquela madrugada pouca gente dormiu nos bairros do Guamá, Jurunas, Sideral, Marco, Tapanã e, especialmente, na Terra Firme. Semelhanças entre os bairros? Periferia. População residente nos três locais: predominantemente negra. A chacina mirou quem? A juventude. Eis a consciência negra lavando ruas e calçadas com sangue. É essa a ação do Estado para combater a enfermidade.
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Victoria Lopes: Relatos de um dia de Albino César

Nós, Blogueiras Negras, repudiamos com veemência às ações da Polícia Militar e expressa seu total apoio à Victória e todas as muitas mulheres negras vítimas desse Estado racista, que trata nossas existências de acordo com valores ultrapassados e ultrajantes. Não ao racismo institucional em quaisquer de suas modalidades. Pela desmilitarização imediata da polícia, pela correta averiguação do fatos e punição exemplar dos responsáveis por mais essa atrocidade contra a mulher negra.
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No mês da consciência negra, nenhuma novidade: mata-se gente preta

Belém surgiu nos TTs do Brasil de uma mídia social. Figurou entre o quinto e o terceiro lugar com a hashtag #ChacinaemBelem. O Estado contabilizou 10 mortos, incluindo o pm. A favela ainda está contabilizando os corpos, além de contabilizar décadas de baculejo, interdição e rejeição. A polícia policia a favela. E quem policia a polícia?

Claudia da SIlva Ferreira não será esquecida

Dar-se conta disso agride quem não quer ver – por pura vaidade de NÃO admitir – que goza de privilégios diante dos que continuam sendo “arrastados” pelas mazelas da injustiça, dos que são, cotidianamente, dilacerados com ferocidade pelos dentes afiados do racismo, do descaso e do não reconhecimento da dor que caminha tranquilamente século após século…Baleando-nos, açoitando-nos, multilado-nos… AR-RAS-TAN-DO-NOS…

A policia bate, espanca, mata muito mais a minha cor do que a sua

Eu tô falando com vocês que estão ávidos pela redução da maioridade penal. Eu tô falando com vocês que não veem cor, que não veem classe social. Que querem justiça independentemente de cor ou classe. Vocês precisam entender de uma vez por todas que se vocês se negam a enxergar e negam todo um contexto social que a polícia não nega. Alias, a polícia sabe direitinho a quem abordar, como abordar, e o que fazer quando a abordagem dá errado.